Proposta pela SAF do Fluminense cita R$ 6,9 bilhões de investimento em até 10 anos





Ideia inicial é que 65% do futebol do clube seja negociado

Rio - O Fluminense apresentou os detalhes da oferta que recebeu para se transformar em SAF. Em reunião do Conselho Deliberativo na noite desta segunda-feira (8), o Tricolor revelou que a intenção inicial da Lazuli Partners e LZ Sports é comprar 65% do futebol do clube.

Carlos de Barros, sócio da empresa, afirma que o aporte inicial será de R$ 500 milhões, além da dívida de R$ 865 milhões que será assumida. O valor estava no balanço publicado pelo clube em abril deste ano.

Além disso, a oferta também cita obrigatoriedade de investimento de mais R$ 6,4 bilhões em até 10 anos, totalizando R$ 6,9 bilhões. A empresa responsável pela SAF será dividida entre 40 tricolores milionários, que comprarão cotas e foram escolhidos pela Lazuli Partners, uma gestora de investimentos, cuja subsidiária LZ Sports.

Se a venda for aprovada pelos conselheiros, o associativo ficará com o restante das ações. A divisão será feita de acordo com o tamanho da dívida no momento da assinatura do contrato. Hoje, com os R$ 865 milhões que o Tricolor deve, a divisão seria em 65% para o fundo e 35% para o clube.

Além do futebol masculino, a proposta engloba o feminino, as categorias de base e o futsal. Xerém também ficaria com a empresa, enquanto a sede nas Laranjeiras seguiria com o associativo.

Quem são os investidores?

Alguns nomes de empresários que comprarão cotas da empresa já estão confirmados, como o controlador do BTG Pactual, André Esteves; o diretor-geral da Frescatto, Thiago De Luca; o co-fundador do Absoluto Partners, José Zitelmann; entre outros. Há nomes conhecidos na lista, entre eles:

Família Almeida Braga — ligada a seguradoras (Atlântica, Bradesco Seguros)
Família Klabin — ligada a empresas de papel e celulose
Família De Luca — ligada a Frescatto, ramo de frutos do mar
Família Zitelmann — membro do comitê executivo da BTG Pactual
Família Esteves — membro do comitê executivo da BTG Pactual
Família Dantas — ligado a gestão de fundos
Família Paes — membro do comitê executivo da BTG Pactual
Família Tadeu — ligado a Ambev, empresa do ramo de bebidas

Heráclito de Brito Gomes Junior — ligado a Rede D'Or, do ramo hospitalar
Família Halac — ligado a empreiteira Camargo Correia

E agora?

Para o Fluminense virar SAF, o processo exige uma mudança no estatuto, que deverá ser aprovado primeiro pelo Conselho Deliberativo, para que depois aconteça uma Assembleia Geral com os sócios para aprovar ou não a mudança. A ideia da diretoria é esperar a eleição para presidente do clube, na segunda quinzena de novembro, para dar prosseguimento ao processo da venda do futebol.
Família Monteiro de Carvalho — ligados ao grupo Monteiro Aranha
Grupo Apex — empresa de investimento do Espírito Santo

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